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10 de Abril de 2020

Economia de compartilhamento

Sharing Economy. O que aprender com ela?

David Telles, Advogado
Publicado por David Telles
há 5 anos

O empreendedorismo mexe com a economia. Provoca o Governo. Tira as pessoas da zona de conforto. Nos últimos meses, constatou-se na mídia o que o Uber e o Airbnb estão fazendo no mercado: inovando e revolucionando!

O Uber conseguiu a atenção do mercado ao questionar o monopólio estatal sobre o transporte privado de passageiros. Apesar da ideia do Uber ser diferente do conceito de táxi, não há como negar que a concorrência é afetada. O Estado até organiza o serviço de táxi: para obter uma licença e/ou uma permissão é difícil, além dos preços permanecerem estratosféricos. A fiscalização é ineficiente e existe lobby dentro da própria categoria, como no exemplo das cooperativas existentes em certos aeroportos do país. Com tudo isso, não se consegue manter a qualidade do serviço. Vale ressaltar que essa não é a regra geral. Existem excelentes taxistas e aplicativos de táxi que atendem perfeitamente bem a sociedade. É a tendência. Não tem mais como voltar no tempo.

Na minha opinião, o que muda entre o Uber e o táxi é a experiência. Pelo aplicativo de motoristas particulares, os profissionais são instruídos a abrir a porta para o passageiro, geralmente tem balas e água disponível no carro e o motorista sempre mantém discrição. A empresa é bem rigorosa na seleção de motoristas. O aplicativo exige que o motorista tenha um sedan de luxo (no caso do Brasil, que somente mantém o serviço UberBLACK). O motorista ganha dinheiro “compartilhando” o uso do seu veículo. Qual o problema disso? Nenhum. Daí constata-se como a inovação faz bem do mercado. Proibir o aplicativo não é a solução, pois a concorrência gera efeitos positivos. Os clientes estão procurando ideias e são naturalmente mais receptivos às ideias revolucionárias que estas experiências trazem para eles.

E sobre o Airbnb? O Airbnb promoveu uma verdadeira revolução no mercado de hotelaria. Se você tem um apartamento, uma casa, um quarto e até mesmo uma casa na árvore pode colocar para alugar pelo Airbnb. Eis o conceito de economia de compartilhamento. Até pouco tempo, ninguém pensava em ganhar dinheiro alugando aquele quartinho que está só guardando coisas inúteis em casa. Você anuncia no Airbnb e pronto! Lógico que nem tudo é fácil: é necessária a regulamentação de algumas cidades que proíbem a locação de quartos ou casas particulares.

Eis alguns exemplos de aplicativos e serviços que estão vendendo e comunicando valor ao cliente através da economia de compartilhamento. Eles estão construindo credibilidade porque vendem no estilo do cliente e não no estilo deles.

7 Comentários

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Muito bom! divulgue mais, pois é disso que o Brasil precisa iniciativas como estas mexem sem dúvida com a economia, sacode e faz a concorrência mais eficaz. Parabéns amigo. continuar lendo

Belo artigo! Realmente, a experiência faz toda a diferença para um serviço se manter no mercado! continuar lendo

Valeu, Renato! continuar lendo

Acho o conceito de economia compartilhada incrível, esses dias achei um site muito legal onde moradores locais compartilham almoços e jantares na sua própria casa http://www.dinneer.com . Seria muito bacana uma matéria sobre essa nova modalidade. continuar lendo

Apoio sua idéia, viva a democracia e a liberdade de escolher. continuar lendo

Isso mesmo! O Estado ainda não entendeu a liberdade de escolha do novo consumidor... Mas isso está mudando! continuar lendo